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Egito: Al-Sisi teve falta em concentração de apoio para as presidenciais

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Egito: Al-Sisi teve falta em concentração de apoio para as presidenciais

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Decorreu este sábado no Cairo a primeira grande concentração de apoio popular integrada na campanha do general Abdel Fattah Al-Sisi com vista às eleições presidenciais marcadas para 26 e 27 de maio, no Egito. O comício foi coorganizado pelos responsáveis de campanha do ex-ministro da Defesa e pelo movimento “Egito é o meu País”, mas o candidato teve falta de comparência.

Não foram revelados os motivos da ausência de Al-Sisi, supondo-se que terá sido por questões de segurança. Apesar da falta do candidato, milhares de pessoas marcaram presença, empunhando cartazes de apoio ao antigo chefe militar que, em julho passado, depôs o presidente Mohamed Morsi, que havia sido eleito através da Irmandade Muçulmana.

A euronews também marcou presença. Falámos com algumas das pessoas presentes para saber porque apoiam a candidatura do general. “Estávamos com medo de que pudéssemos cair na mesma situação da Síria ou do Iraque. É por isso que apoio o general Al-Sisi. Mas também porque estamos a sofrer de fome, pobreza e cansaço. As pessoas estão sem reação”, lamentou um egípcio. Uma mulher destacou, por outro lado, o facto de o general ser ter mantido “ao lado da revolução de 30 de junho”. “Ele resgatou o país depois do colapso e de termos sofrido com o terrorismo. Al-Sisi é a pessoa que nos vai devolver a esperança”, confiou.

Com a Irmandade Muçulmana transformada em grupo ilegal e até considerado terrorista, mas apostada em minar as eleições, o general Al Sisi assume-se como o favorito face a Hamdeen Sabbahi, o único adversário na corrida, oriundo da esquerda egípcia.

O correspondente da euronews no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim, deixa o aviso de que “há muitos obstáculos a enfrentar pelo próximo Presidente do Egito”: “Em primeiro lugar, o confronto com os dois regimes recentemente derrubados do poder e que se mantém bem presentes na conturbada vida política do país. Por outro lado, como poderá o novo Presidente satisfazer um povo cuja prioridade é a segurança e a estabilidade económica?”