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Hungria: Oposição pede mais Europa e Órban mais respeito à UE

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Hungria: Oposição pede mais Europa e Órban mais respeito à UE

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No dia em que tomou posse para um terceiro mandato como primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, de 50 anos, recebeu das mãos de uma representante da oposição uma bandeira da União Europeia. Um sinal de que as forças políticas opostas ao governo querem o país em linha com os princípios e as políticas da União Europeia (UE).

O chefe de Governo húngaro, reeleito para um segundo mandato consecutivo, mantém-se contudo num género de braço de ferro com a UE por uma maior presença da Hungria em Bruxelas. Foi isso mesmo que Órban expressou, no discurso que dirigiu aos húngaros que, no exterior do parlamento, em Budapeste, celebravam a vitória do Fidesz nas eleições do mês passado e a consequente recondução do primeiro-ministro no cargo.

“Nas eleições para o Parlamento Europeu, nós temos de enviar uma mensagem a Bruxelas que se oiça bem e que seja firme: Nós exigimos respeito pelos húngaros. Vamos enviar para lá, por isso mesmo, políticos capazes de lutar pelo respeito que os húngaros merecem”, prometeu Viktor Órban, perante os aplausos da plateia.

No dia da tomada de posse, habitualmente o primeiro-ministro deve apresentar na Hungria o novo executivo que o vai acompanhar nos quatro anos seguintes à frente dos destinos do país. Desta feita, contudo, não foi assim.

A acompanhar a tomada de posse de Viktor Órban em Budapeste, a correspondente da euronews, Andrea Hajagos, explica-nos que “a partir de agora, o primeiro-ministro pode voltar a exercer com total autoridade, mas apenas deverá nomear um novo executivo após as eleições europeias”, que se vão realizar entre 22 e 25 de maio. “Até lá, o governo cessante vai manter-se em funções com autoridade limitada”, concretiza Andrea Hajagos.