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Ucrânia: Ação dos separatistas divide população em Mariupol

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Ucrânia: Ação dos separatistas divide população em Mariupol

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A calma parece ter voltado às ruas de Mariupol depois de na sexta-feira 21 pessoas terem morrido nesta cidade costeira após um confronto bélico entre militares ucranianos e rebeldes, que haviam tomado pelas armas a esquadra da polícia local. A tensão, no entanto, mantém-se e agravou-se mesmo depois de os separatistas terem aproveitado a retirada dos militares e regressado ao centro da cidade para saquear e incendiar as instalações da guarda nacional.

Algumas barreiras de fogo foram, entretanto, criadas na cidade pelos rebeldes e pela fatia da população que está igualmente contra o atual governo da Ucrânia. Mas há também quem esteja contra os separatistas. A euronews foi, alias, ao encontro de uma família residente em Mariupol, que está contra os rebeldes.

“Eles não sabem o que estão a fazer. Eles estão a destruir a vida deles e a vida do nosso país. O que é que eu posso fazer por eles? Simplesmente, lamento. Por mim e pelo meu país”, disse-nos o patriarca Sergey Balyim, engenheiro de profissão e um condecorado veterano da guerra no Afeganistão.

  • The Mariupol City Council after the fire

    Photo: euronews@ Sergio Cantone

  • The Mariupol City Council after the fire

    Photo: euronews@ Sergio Cantone

  • The Mariupol City Council after the fire

    Photo: euronews@ Sergio Cantone

  • The Mariupol City Council after the fire

    Photo: euronews@ Sergio Cantone

Em resumo, Sergio Cantone, o enviado especial da euronews a Mariupol, considera que o que se está a passar em Mariupol está a abrir ainda mais a ferida entre a população local assim como em boa parte do sudeste da Ucrânia, na região de Donbass e também em Donetsk. De um lado, os separatistas, do outro, os apoiantes do governo. Ao meio, com eleições presidenciais marcadas para 25 de maio, está um país sob ameaça de um conflito que muitos temem poder estar a caminhar para se tornar numa guerra civil.