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Ucrânia: Assembleias de voto já abriram para referendo não oficial

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Ucrânia: Assembleias de voto já abriram para referendo não oficial

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Na Ucrânia já foram abertas as assembleias de voto para o referendo popular não oficial marcado para este domingo nas regiões de Donetsk e de Luhansk, no leste do país.

Em causa está a indepedência das duas regiões face ao governo central. No entanto, a legalidade deste sufrágio é um problema.

Em Sloviansk, as forças de segurança às ordens do Governo da Ucrânia, capturaram um grupo armado que estava na posse de mais de 100 mil boletins de voto já escrutinados com a cruz no “sim”. Os boletins de voto estariam destinados ao referendo separatista na região de Donetsk. O sufrágio está marcado para este domingo e estende-se também à região de Luhansk, igualmente no leste e um bastião das forças antigoverno pró-russas.

Os preparativos para os dois referendos prosseguiram, apesar de tudo, com normalidade, com o presidente interino ucraniano, Alexander Turchinov, a avisar, inclusive, que uma eventual decisão de ambas as regiões com vista à separação administrativa seria como um passo em direção ao abismo.

No boletim de voto de um destes referendos, por exemplo, pergunta-se aos respetivos habitantes se estão a favor da criação de uma independente e autoproclamada República Popular de Donetsk. A legalidade destes sufrágios está, contudo, em causa. Alguns dos principais líderes europeus, como a Chanceler alemã Angela Merkel ou o Presidente gaulês François Hollande, consideram estes referendos separatistas no leste da Ucrânia ilegítimos.

Em Luhansk, o referendo é aguardado com expectativa por alguns habitantes que, apesar da região ser dependente em boa parte dos subsídios oriundos de Kiev, vêm neste sufrágio uma forma de cortar os laços com o poder central da Ucrânia. “Eu vou participar no referendo pela independência de Luhansk. Para que o nosso dinheiro fique aqui e não vá para Kiev”, confessa Lulia Dorohova, residente em Luhansk.