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Ucrânia: leste do país decide sobre futuro

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Ucrânia: leste do país decide sobre futuro

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No leste da Ucrânia, já está em curso o referendo popular que visa decidir o futuro da região.

O referendo é visto por muitos como ilegítimo. A chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, François Hollande, contam-se entre os que recusam atribuir-lhe credibilidade.

“Queremos uma república independente, não queremos mais nada. A diferença é a língua. Decidir sobre os nossos problemas é outra questão. Para além disso não queremos mais nada”, afirma um eleitor.

Em Sloviansk, notícias dão conta de que teria sido capturado um grupo de separatistas pró-russos que teria em seu poder milhares de boletins de voto já marcados com o “sim” a favor da independência.

O bastião pró-russo teria sido palco de alguns confrontos violentos.

“Eles andam aos tiros mas nós não temos medo. Já sofremos tanto que não temos medo dos tiros. Se votarmos normalmente não há razão para tiros e tudo correrá bem”, adiantou outro eleitor em Sloviansk.

Em Luhansk, as assembleias de voto já abriram e a votação decorre com normalidade. No entanto, permanecem receios sobre a posição de Kiev.

“Sabemos que mais de 30 veículos de infantaria armados , mais de dez blindados dirigem-se para aqui vindos de Starobilsk. As autoridades de Kiev dizem que se dirigem para a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia para guardarem a fronteira. Do percurso escolhido, é óbvio que vêm cercar Luhansk” afirmou Valery Bolotov, “governador popular” das forças da oposição na região de Luhansk.

O presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, lançou o alerta dizendo que se o leste do país optar pela independência, estarão a dar um passo em direção ao abismo.