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O poder subversivo da banda desenhada

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O poder subversivo da banda desenhada

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Pela primeira vez, a venerável Biblioteca Britânica abre as portas à banda desenhada. A exposição destaca os grandes momentos da história desta forma de arte que é hoje considerada como um género literário autónomo.

A mostra destaca o papel da Grã-Bretanha na génese das histórias aos quadradinhos.

“A exposição recua até 1470 e mostra uma bíblia que conta histórias em forma de banda desenhada. Recorre a balões, monstros, anjos, demónios e cores vivas. Poderia ser publicada hoje o que revela a existência de uma longa tradição neste domínio. A Grã-Bretanha liderou o mundo da banda desenhada durante vários séculos”, sublinhou um dos comissários do evento.

A exposição destaca também o poder e o potencial subversivo e da banda desenhada.

“A banda desenhada é perigosa. Fizeram-se testes e o Pentágono descobriu que a forma mais eficaz de inculcar informação nas tropas era usar a banda desenhada em vez de usar apenas textos ou textos com fotografias. A banda desenhada era o meio mais eficaz para educar e influenciar as pessoas e funciona bem porque requerem o uso das duas partes do cérebro durante a leitura. Não é como ver um filme, é necessário dar vida à banda na própria página”, acrescentou Paul Gravett.

Dave Gibbons é o autor da série de banda-desenhada “Watchmen”. Uma obra que ajudou a popularizar o chamado romance gráfico.

“Para quem trabalha nesta área há mais tempo do que eu, deve ser espantoso constatar que uma instituição de prestígio como a Biblioteca Britânica dá espaço a esta exposição”, considerou o artista.

A mostra pode ser visitada em Londres até 19 de agosto.

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