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MERS - mobilização mundial contra a transmissão do novo coronavírus

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MERS - mobilização mundial contra a transmissão do novo coronavírus

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O Síndrome Respiratório Coronavírus do Médio Oriente (MERS-CoV, segundo a sigla inglesa) é uma nova forma de coronavírus, mais mortal que outros da mesma família, como a síndrome respiratória aguda severa (SARS).

Esta estirpe de coronavírus foi identificada pela primeira vez em 2012, na Arábia Saudita. Menos contagioso que outros coronavírus, o MERS revela maior mobilidade.

Esta característica é aquela que representa um perigo maior, segundo Matthew Freiman, investigador da faculdade de Medicina da Universidade de Maryland:
“Este vírus pode ser transportado num avião para qualquer parte do mundo. Basta que a pessoa infetada, sem o saber, se desloque para outro país, levando consigo o vírus”.

Todos os casos confirmados até agora têm origem na Península Arábica. A Arábia Saudita é o país mais tocado. Noutros países da região foram recomendadas medidas de precaução.

Entretanto, o MERS viajou já para outras zonad do planeta, transportado por pessoas que foram contagiadas nessa região do Médio Oriente. Foram detetados casos em França, Reino Unido e Egito.

Os dois casos identificados nos Estados Unidos tinham igualmente origem na Arábia Saudita.

A propagação do MERS poderia ser evitada se determinadas regras fossem observadas, indicou Anne Schuchat, diretora do centro norte-americano de imunização e doenças respiratórias do CDC (Centers for diseases control and prevention).

“Com este tipo de vírus, concentramo-nos em isolar o paciente num quarto especial, para proteger os funcionários e limpar com regularidade – estas três condições não são respeitadas sempre no mundo e por isso temos assistido a casos de propagação do vírus em estabelecimentos de saúde”, explicou Anne Schuchat.

A luta contra a transmissão do vírus é o único meio de erradicar o contágio, pois não existe tratamento preventivo contra o MERS.
Estamos ainda em fase de experimentação animal com uma vacina, disse Matthew Freiman.
De acordo com este investigador, “Sabemos que a vacina produz anticorpos inibidores em animais. Estamos a experimentar agora em ratos e primatas, para testar a capacidade da vacina nestes animais, antes de a testar em seres humanos”.

Entretanto a Organização Mundial de Saúde recomenda que seja evitado o contacto com os camelos. Estudos recentes mostraram que o vírus está presente nas vias respiratórias de dois terços destes animais e pensa-se que os camelos sejam a principal fonte de infeção para os seres humanos.