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Os míticos ecos de Laurel Canyon

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Os míticos ecos de Laurel Canyon

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Uma viagem pelo mundo da música – é o que oferece o Museu dos Grammy, em Los Angeles, onde está patente uma exposição sobre a história dum célebre bairro desta cidade. Durante a efervescência criativa dos anos 60 e 70, era para Laurel Canyon que convergiam muitos talentos musicais atrás de um sonho. Daí que esta mostra se chame “California Dreamin’”.

O diretor do museu, Bob Santelli, realça que esta iniciativa é possível graças ao espólio de artistas que marcaram Los Angeles. “Daí que seja possível ver as guitarras de Frank Zappa, a cadeira onde Mama Cass Elliot se sentava, as composições de Jim Morrison, a cítara de John Sebastian, muitos objetos e artefactos, muito multimédia. Há também retratos incríveis daquele que é, provavelmente, um dos fotógrafos que melhor documentou Los Angeles, Henry Diltz”, aponta Santelli.

Diltz chegou a ser o fotógrafo oficial do Festival de Woodstock. A vivência em Laurel Canyon, um bairro muito pacato comparado com a azáfama doutras zonas de Hollywood, inspirou um sem-número de artistas, compositores, produtores, que viriam a determinar a história do rock. A lista é impressionante: desde Jim Morrison, Joni Mitchell, The Mamas and The Papas, até aos Eagles, Carole King, Jackson Browne, Linda Ronsdadt. Todos viveram neste sítio.

Um livro intitulado “O Canyon dos Sonhos: A Magia e Música de Laurel Canyon” defende que era a atmosfera rural que favorecia a criatividade destes artistas. O autor chama-se Harvey Kubernik. “Era uma vivência rural, no meio de um contexto muito urbano. Era isso que alimentava a criatividade, a liberdade de expressão. Havia um dinamismo muito orgânico – muitos vinham para a Califórnia por isso – que permitia criar e refazer as suas vidas”, explica Kubernik.

A experiência do sonho californiano está ao alcance até ao final de novembro.