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PM japonês quer intervenções militares no estrangeiro

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PM japonês quer intervenções militares no estrangeiro

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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, quer uma nova política militar. Defende uma nova leitura do artigo da Constituição que proíbe o uso das armas exceto em casos de autodefesa e quer que o Japão possa participar em conflitos no exterior.

A Constituição japonesa foi criada depois da derrota do país na Segunda Guerra Mundial.

“Vamos continuar a defender o pacifismo que a Constituição japonesa advoga”, disse Abe.

A decisão de Abe deixou preocupados os vizinhos do Japão, nomeadamente a Coreia do Sul e a China. As memórias da II Guerra Mundial estão ainda muito presentes: “Pedimos que o Japão respeite as preocupações profundas e sinceras dos outros países da região, mantenha um caminho de desenvolvimento pacífico, reflita sobre a história e se empenhe na construção da paz e da estabilidade da região”, disse An Hua Chunying, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O Japão tem vindo a fazer exercícios militares. Os mais polémicos, em janeiro, foram uma simulação da conquista de uma ilha a um país inimigo. Qualquer semelhança com uma disputa territorial com a China, a propósito de uns ilhéus, não é mera coincidência.