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Candidatos à presidência da Comissão Europeia debateram futuro da Europa

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Candidatos à presidência da Comissão Europeia debateram futuro da Europa

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O primeiro grande debate entre os candidatos à presidência da Comissão Europeia ficou marcado pelo tema da austeridade

O atual presidente do Parlamento Europeu e candidato social-democrata, Martin Schulz, afirmou:

“Nos países onde o nível de desemprego é mais elevado, as pequenas e médias empresas não têm acesso ao crédito. Os bancos recebem dinheiro do BCE a 0,25% e não investem na economia real. Estão outra vez a especular”.

O candidato da esquerda radical, o grego Alexis Tsipras, foi o que se mostrou mais ofensivo e determinado:

“Se queremos sair desta crise, temos que investir no desenvolvimento e na coesão social, temos que acabar com a austeridade”, afirmou, acrescentando que a Grécia foi o país que os dirigentes escolheram como cobaia e onde a austeridade é mais dura”.

O democrata-cristão Jean-Claude Junker recusou a crítica de que a Europa não foi solidária com a Grécia e deixou promessas:

“Se concluirmos o acordo de comércio livre com os Estados Unidos cada família terá mais 545 euros. Defendo um salário mínimo social na Grécia e em toda a Europa”, disse.

A resposta veio da benjamin dos candidatos, a ecologista alemã Ska Keller, que denunciou acordos secretos entre os dois lados do Atlântico e juntou a voz a Martin Schulz no apelo à luta contra a evasão e fraude fiscal.