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Turquia chora os mortos de Soma e protesta nas ruas

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Turquia chora os mortos de Soma e protesta nas ruas

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As equipas de socorro continuam a trabalhar na mina de Soma, na Turquia, para tentarem encontrar os mais de cem mineiros que estarão ainda no interior.

As buscas são condicionadas pelas medidas de segurança, como explica Ozgur Ciftci, um dos socorristas:

“Vários dos meus amigos foram intoxicados pelo fumo. Não podemos entrar em algumas secções da mina enquanto o fumo não desaparecer. É por isso que continuamos à espera”.

Uma espera insuportável para as famílias dos mineiros ainda desaparecidos:

“Estou à espera do meu irmão. Não nos dizem nada há 30 horas. Isto é humano? Continuamos à espera, morto ou vivo têm que no-lo entregar”, afirma Sigmul Coskun.

As esperanças são cada vez menos de encontrar sobreviventes.
As autoridades turcas confirmaram já 282 mortes.

O governo de Ancara decretou três dias de luto nacional. Um luto que se faz entre a dôr e a cólera. O dia de quinta-feira foi marcado por manifestações nas principais cidades turcas. Quatro sindicatos apelam a uma greve geral para denunciar as condições de trabalho nas minas do estado.

Enquanto o país protesta, no principal cemitério de Soma foram abertas mais de uma centena de sepulturas e realizados os funerais de quatro dezenas de vítimas.