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Suíça: "Não" categórico ao maior salário mínimo do mundo

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Suíça: "Não" categórico ao maior salário mínimo do mundo

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De forma categórica, a Suíça disse, este domingo, “não” à introdução de um salário mínimo que seria o mais elevado do mundo, quase 3300 euros/mês por 42 horas semanais de trabalho.

Segundo os resultados oficiais do referendo, mais de 76% dos helvéticos rejeitaram a introdução de um salário mínimo de 22 francos suíços por hora, cerca de 18 euros.

Quem votou “sim”, diz que “o país pode suportar a medida” proposta pelos sindicatos com o apoio dos socialistas e dos verdes. Uma iniciativa que tinha por objetivo reduzir a pobreza, lutar contra o ‘dumping’ salarial que afeta muitos imigrantes e contra as disparidades salariais entre homens e mulheres.

O “não” conseguiu convencer todos os cantões que o salário mínimo iria destruir empregos.

Para um representante dos patrões, “é a segunda recusa óbvia à intervenção do Estado nas questões salariais. Parece que, no futuro, a população quer que os salários e as condições de trabalho sejam negociadas entre patrões e trabalhadores”, refere Heinz Karrer.

Nos últimos meses, a Suíça rejeitou a introdução de um teto para os salários dos patrões e aprovou a introdução de quotas para imigrantes.

Os trabalhadores nos setores da limpeza, restauração e hotelaria eram os que mais tinham a ganhar com a introdução do salário mínimo num país onde 2000 euros por mês é um ordenado de miséria.

No referendo deste domingo, os suíços também disseram “não” à compra de 22 caças Gripen, fabricados pela sueca Saab.