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Turquia: Lágrimas e revolta pela tragédia na mina de Soma

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Turquia: Lágrimas e revolta pela tragédia na mina de Soma

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Na Turquia, após o acidente na mina de carvão de Soma, cresce a revolta da população contra o governo, desta vez por causa da falta de condições de segurança no trabalho.

A empresa privada que explora a mina é acusada de privilegiar o lucro em detrimento da segurança.

Há dois anos, o presidente da companhia mineira, Alp Gürkan, uma figura próxima do poder, orgulhava-se de ter reduzido os custos de produção na mina de 130 para 24 dólares por tonelada.

“O meu pai trabalhou em Aydin durante muito tempo. Depois trabalhou cinco anos aqui e reformou-se. Descansou três meses e regressou à mina. Eu queria viver melhor. Queria trabalhar com computadores. Não pude estudar porque tinha de sustentar a família e o meu pai”, disse o filho de um dos mineiros mortos.

Depois de terem resgatado, no sábado, os corpos de mais dois mineiros, as autoridades deram por encerradas as operações de busca e resgate. Foram sepultados 301 mortos.

Para tentar acalmar os ânimos, o ministro da Energia da Turquia declarou que “irá ser lançada uma investigação técnica, administrativa e judicial ao acidente, que será levada a cabo independentemente de poder atingir o setor privado ou o público”, garantiu Taner Yildiz.

Ainda no sábado dezenas de sindicalistas e advogados foram detidos pela polícia junto à mina quando debatiam formas de reagir à tragédia.

Em Istambul a notícia das detenções lançou uma nova jornada de confrontos.