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Balcãs submersos pelas piores cheias de que há memória

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Balcãs submersos pelas piores cheias de que há memória

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As piores inundações de que há memória em mais de um século nos Balcãs já fizeram pelo menos 44 mortos, segundo informações oficiais. A produção de energia também está a ser profundamente afetada.

A Sérvia tem a sua produção elétrica reduzida em 40% por causa das inundações e foi obrigada a aumentar as importações, mais um problema num país já a atravessar dificuldades financeiras.

Milhares de casas estão privadas de eletricidade e as autoridades de Belgrado, em conjunto com milhares de voluntários, trabalharam toda a noite na construção de um dique improvisado, com 5 km de extensão, para proteger a central elétrica de Kostolac, que produz 20% das necessidades energéticas da Sérvia.

Em Obrenovac, a cidade sérvia mais afetada pelas cheias, as ruas continuam transformadas em rios, apesar das águas do Sava e do Kolubara, um afluente, terem começado a recuar este domingo.

Mais de 16 mil pessoas já foram resgatadas da cidade localizada cerca de 30 km a sul da capital.

Aliada da Sérvia, a Rússia continua a enviar ajuda para Belgrado. Dois aviões de carga russos aterraram este domingo, com comida, geradores e lanchas de salvamento a bordo.

Vários países da União Europeia estão também a participar nos esforços de auxílio à Sérvia e à Bósnia.

O estado de emergência foi decretado nos dois países da antiga Jugoslávia por causa das chuvas diluvianas que também já provocaram inundações na Áustria e na Croácia.

Em Zenica, na Bósnia, uma vítima das inundações conta que perdeu “tudo”. A sua casa, as suas coisas, “foi tudo destruído”, afirma.

Na Bósnia, cerca de 150.000 casas estão sem eletricidade.

As autoridades bósnias afirmam que o impacto económico das cheias será gigantesco, já que as águas estão a devastar a agricultura, um setor primordial da economia tanto na Bósnia como na Sérvia.