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Crítica elogia "Timbuktu" em Cannes

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Crítica elogia "Timbuktu" em Cannes

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“Timbuktu” é o único filme africano da seleção oficial do Festival e tem recebido grandes elogios.

A ação desenrola-se em 2012, em Tombuctu, no norte do Mali. A longa-metragem de Abderahmanne Sissako descreve o quotidiano da população à mercê da violência arbitrária dos extremistas islâmicos.

“Muitas vezes são as próprias cidades e as culturas que são tomadas reféns, o que é tão perigoso ou mesmo mais perigoso do que ter duas pessoas reféns. É um ataque contra uma religião, contra uma tradição, o que é para mim, enquanto artista, algo insuportável. Eu vivi essa realidade e sofri com isso. Tentei desempenhar o meu papel no filme, um papel de testemunha”, disse o realizador mauritano Abderahmanne Sissako, em entrevista à euronews, em Cannes.

O realizador procurou evitar um postura maniqueista ao revelar as emoções e a complexidade inerente a cada ser humano, incluindo os extremistas violentos.

“Cada personagem, cada papel, deve transmitir uma mensagem.
Eu fi-lo através da minha personagem, um terrorista islâmico, Toulou através da personagem da mulher Tuareg e Pino que incarna um chefe de família e um pastor e Abdelkrim” disse Hicham Yacoubi, um dos atores.

Além de “Timbuktu”, outras 17 longas-metragens concorrem ao prémio máximo do Festival de Cannes.