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Extrema-direita do FN pode vencer europeias em França

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Extrema-direita do FN pode vencer europeias em França

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A França, membro fundador e um dos pilares da União Europeia, deverá seguir a tendência de uma grande parte da Europa e assistir ao reforço do euroceticismo nas eleições europeias do próximo fim-de-semana.

Em Paris, há quem destaque a importância do escrutínio:

“Sim, vou votar, porque é o dever e direito de cada cidadão, numa democracia. Devemos usar e abusar, senão não é uma democracia”.

“Para mim, tudo o que possa conduzir a uma abertura da Europa e do mundo, é importante”.

No entanto, segundo um estudo publicado pelo jornal Le Monde, 85 por cento dos franceses estimam que a União Europeia “não protege suficientemente os seus interesses económicos e comerciais”.

“Este ano não vou votar, porque não vimos quaisquer resultados. Existe bastante desemprego e uma crise substancial e ninguém fez o suficiente para resolver estes grandes problemas, seja em França ou no resto da Europa. Estamos fartos e já não queremos votar”.

Quem pode capitalizar com o descontentamento é a extrema-direita da Frente Nacional, creditada na primeira posição com 23 ou 24 por cento dos votos nas últimas sondagens.

A chefe da representação da Comissão Europeia em Paris diz esperar que “um voto eurocético suficientemente grande sirva pelo menos para acordar para a responsabilidade de falar mais sobre a Europa”.

A Frente Nacional pode obter um resultado histórico, quatro vezes superior ao conseguido há quatro anos, enquanto os socialistas no poder sofrerão, à semelhança da União Europeia, com o voto de protesto.