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Minas: O perigo invisível depois das cheias na Bósnia

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Minas: O perigo invisível depois das cheias na Bósnia

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Numa altura em que os Balcãs fazem o balanço das piores cheias da história, a grande preocupação das autoridades na Bósnia são as minas, uma memória potencialmente mortífera da guerra nos anos 90.

Os responsáveis afirmam que muitas das mais de 100.000 minas que continuam adormecidas no território da Bósnia podem ter sido deslocadas pela força das águas.

Um perito em desminagem alerta as pessoas para não pegarem nas minas como fez um homem numa reportagem que passou na televisão. O sujeito “atirou duas minas para o rio. É a pior coisa que se pode fazer”, avisa o especialista.

Quase 20 anos após o fim da guerra, ainda continuam a ser identificados campos de minas na Bósnia, um pesadelo para a população que tem muita dificuldade em explicar às crianças porque é que não podem brincar na rua e que se vê impedida de cultivar alimentos.

“Muitas pessoas dependem da agricultura e agora os campos foram todos inundados e as culturas destruídas”, explica a presidente da câmara de Visoko, uma localidade onde a prioridade é agora retirar as minas dos campos agrícolas.

Antes das cheias, os peritos estimavam retirar todas as minas até 2019. Agora esse prazo pode ter de ser prolongado. Desde o fim da guerra, mais de 600 pessoas morreram em acidentes com minas na Bósnia.