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OIT: Trabalho forçado rende 110 mil milhões de euros por ano

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OIT: Trabalho forçado rende 110 mil milhões de euros por ano

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O trabalho forçado no mundo afeta vinte e um milhões de homens, mulheres e crianças e rende 150 mil milhões de dólares, o equivalente a 110 mil milhões de euros por ano.

Os números são revelados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que triplicou as suas previsões no novo relatório, e lança um alerta a pedir ações urgentes e não apenas nos países pobres.

A região Ásia-Pacífico lidera em termos do número de pessoas exploradas, com quase 12 milhões, mas também de ganhos.

Na região, o trabalho forçado rende 38 mil milhões de euros, surgem depois as economias desenvolvidas e a União Europeia, com mais de 34 mil milhões, quase tanto como no total da Centro, Sul e Leste da Europa, da Rússia e ex-repúblicas Soviéticas, de África, da América Latina e do Médio Oriente.

A exploração sexual representa dois terços dos lucros anuais do trabalho forçado no mundo, ou seja, 72 mil milhões de euros, e 22% do número total de pessoas forçadas a trabalhar.

A nível mundial, na agricultura, silvicultura e pesca, os ganhos não pagos aos trabalhadores nem em receitas fiscais ao Estado correspondem a 5,5 mil milhões de euros. Muito aquém da construção, minas e indústria que rendem mais de 24 mil milhões de euros. A isto é preciso juntar ainda o trabalho doméstico.

De acordo com a OIT, a maioria das vítimas mundiais são mulheres e raparigas.

A organização diz-se chocada com as próprias descobertas.

No relatório agora publicado, a organização aponta a pobreza e as migrações como alguns dos fatores que conduzem as pessoas a um trabalho não voluntário.