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Bulgária: eleições europeias são teste para o governo

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Bulgária: eleições europeias são teste para o governo

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Na Bulgária, as eleições europeias não se traduzem apenas numa luta para conquistar assentos no Parlamento de Estrasburgo, mas representam também um importante teste para a longevidade do governo liderado pelos socialistas.

Depois de enfrentar quatro moções de censura em menos de um ano, o executivo precisa de um bom resultado para legitimar as suas políticas e calar as vozes que exigem legislativas antecipadas.

O analista político Ognyan Minchev diz que “os fortes protestos do último ano não conseguiram derrubar o governo, não porque ele goza de um apoio popular, mas porque controla todas as instituições de poder, incluíndo as destinadas à opressão. As eleições europeias representam um novo teste da opinião pública, para dizer se os búlgaros concordam em ser governados desta forma ou não”.

Os especialistas acreditam também que os socialistas podem perder o voto de apoiantes indignados com as sanções europeias contra a Rússia.

Na véspera das eleições, a Bulgária encontra-se, mais do que nunca, dividida entre a Rússia, aliado tradicional do qual depende quase exclusivamente para cobrir as necessidades energéticas, e a União Europeia, que investe de forma maciça no país mais pobre dos Vinte e Oito.

Mas muitos queixam-se que o cidadão comum búlgaro não vê o impacto de todos esses fundos europeus. A Bulgária é há muito criticada por Bruxelas pela incapacidade para combater a corrupção e pela ineficácia do sistema jurídico.

Segundo os números oficiais, 80 por cento dos subsídios europeus destinados à agricultura são distribuídos pelos seis por cento que representam as maiores explorações.