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Ópera de Damasco tenta resistir à guerra na Síria

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Ópera de Damasco tenta resistir à guerra na Síria

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A Ópera de Damasco é mais uma vítima da sangrenta guerra civil na Síria. A sala está ao lado do ministério da Indústria, da sede da polícia secreta e da televisão estatal. A praça foi várias vezes alvo de morteiros e carros armadilhados durante os mais de três anos de guerra.

Leen Arbid, estudante de teatro, escapou com vida a um ataque: “Quando caímos não sentimos nada, mas quando o corpo aqueceu apercebemo-nos que estávamos a sangrar. O exército levou-nos para o hospital e, graças a Deus, fomos logo socorridos e alguns foram operados.”

Recentemente, um dos mais violentos ataques visou uma escola e matou mais de 14 pessoas – incluindo várias crianças – deixando acima de 80 feridos. Entre as vítimas estavam também artistas.

“Alguns deles morreram imediatamente, outros foram levados para o hospital e morreram depois. É muito mau quando se vê os nossos amigos e colegas com quem trabalhámos durante anos a morrerem à nossa frente”, diz Lama Sallouh, diretor da Ópera.

O maestro Missak Baghboudarian acrescenta: “Não é fácil tocar quando todos os dias se ouve que há pessoas a morrer, que as crianças estão a perder a vida ou ouvimos rebentar bombas. Perdemos colegas, perdemos amigos. Mas temos de seguir em frente.”

A Casa da Ópera de Damasco tem resistido e continuado a apresentar concertos, ainda que com uma programação limitada e menos funcionários.