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Ucrânia: Incerteza e ameaças rodeiam ato eleitoral no leste do país

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Ucrânia: Incerteza e ameaças rodeiam ato eleitoral no leste do país

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O leste da Ucrânia, mais concretamente nas regiões administrativas de Donetsk e Luhansk, os preparativos para as eleições presidenciais estão rodeados de alguma incerteza e mesmo a ser alvo de ameaças e ataques. A autoproclamada República Popular de Donetsk, que se diz independente da Ucrânia desde o referendo de 11 de maio, não admite sequer falar de eleições porque, diz-nos, Denis Pushilin, que se define como porta-voz do parlamento daquela organização rebelde, estaria a falar do que se passa num outro país.

“É claro que vão tentar que haja eleições, mas nós não estamos a planear nada disso. Como é podemos nós organizar umas eleições de um país vizinho no nosso território?”, questiona Pushilin.

Na terça-feira, entretanto, algumas sedes regionais da comissão eleitoral ucraniana foram atacadas. A vice-presidente da comissão eleitoral de Donetsk, Irina Kondratenko, conta que foram “recentemente ameaçados e atacados por parte de membros da autoproclamada República Popular de Donetsk”. “Estivemos sob ameaça de pessoas armadas. Tiraram-nos todos os nossos documentos e agora estamos a tentar reunir toda a informação outra vez”, revelou.

A jogar contra a autoproclamada República de Donetsk está, agora, o homem mais rico da Ucrânia e o peso pesado da região. O oligarca Rinat Akhmetov era até há pouco um importante apoiante dos separatistas, mas perante a ameaça dos separatistas em nacionalizar as suas empresas, o dono do clube Shakhtar Donetsk – o atual campeão de futebol ucraniano – começou a aproximar-se mais a Kiev.

Na Internet, surgiu, por fim, um vídeo amador mostrando um grupo armado não identificado a mandar parar um autocarro do Shakthar Donetsk. Não há qualquer registo de violência contra os ocupantes da viatura e tudo não terá passado de uma tentativa de pressão sobre o magnata.