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Abstenção e euroceticismo marcam abertura das eleições europeias na Holanda

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Abstenção e euroceticismo marcam abertura das eleições europeias na Holanda

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Salvo surpresas, as eleições europeias na Holanda – um dos primeiros países a ir a votos – deverão ficar marcadas por uma elevada abstenção.

Segundo as sondagens, a participação poderá ser ainda inferior à registada em 2009, quando apenas 36 por cento dos holandeses acudiram às urnas.

Quem deverá beneficiar é a formação eurocética de Geert Wilders, creditada como provável vencedora nos estudos de opinião.

Depois de votar em Haia, o líder da formação xenófoba frisou que “o dia de hoje não é apenas bom para a democracia, mas pode também ser histórico porque, pela primeira vez, em tantos países europeus e não apenas na Holanda, as vozes eurocéticas podem ser ouvidas”. Wilders diz que “nunca existiram tantos eleitores eurocéticos”.

Declaradamente anti-islâmico e anti-imigração, o Partido da Liberdade de Wilders defende a saída da União Europeia e o regresso do florim, moeda anterior ao euro.

Numa assembleia de voto, uma eleitora afirma ter “uma forma completamente diferente de pensar. Ele pode dizer o que quiser, mas é lamentável que existam tantas pessoas que seguem as suas opiniões”.

Outro eleitor afirma que “ele é capaz de sublinhar muitos problemas mas, sobre se é capaz de oferecer soluções, aí existem opiniões divergentes”.

As urnas fecham às 21 horas – hora local – mas os resultados só serão conhecidos com o resto dos países europeus, no domingo.

O correspondente da euronews, Olaf Bruns, sublinha que “um dos factores mais importantes destas eleições é sem dúvida a participação e, desta vez, menos de um terço dos holandeses poderá decidir votar”.