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Acordo de comércio livre euro-americano em ponto crítico

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Acordo de comércio livre euro-americano em ponto crítico

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Está a decorrer, na Virgínia, e a chegar a um ponto critico, a quinta ronda de negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia com vista a um acordo de livre comércio transatlântico (conhecido pela sigla inglesa TTIP – “Transatlantic Trade and Investment Partnership”). Mais do que ajudar as duas potências económicas, este é um acordo que poderá revelar-se muito importante para o crescimento económico português

Alguns grupos, contudo, opõe-se, a este acordo porque veem nele mais um jogada das grandes corporações e não algo que venha ajudar, de facto, as economias de ambos os lados do Atlântico norte. “A agenda corporativa em cima da mesa, neste acordo, é pegar no pior denominador comum de qualquer critério e nivelar tudo por baixo, com o mínimo de proteção”, defendeu Gynnie Robnett, uma das manifestantes anti-TTIP, que protestou à porta da universidade George Mason, em Arlington, na Virgínia, onde têm decorrido as reuniões.

O correspondente da euronews nos Estados Unidos quis também ouvir aqueles que estão a favor deste acordo. Stefan Grober falou também, por isso, com Shaun Donnelly, vice-presidente dos serviços financeiros e de investimento do Conselho norte-americano para os Negócios Internacionais, de Washington. “Os Estados Unidos e a Europa têm de se encaixar neste mundo cada vez mais competitivo. Há países na Ásia e na América Latina a crescer e a começar a fazer-nos concorrência. Temos, por isso, de afinar a nossa estratégia. A trabalhar juntos, esta é a melhor hipótese para isso”, defendeu Shaun Donnelly.

Stefan Grober, por fim, considera que “as negociações para o tratado comercial transatlântico chegaram a um ponto crítico” e coloca como essencial o sufrágio europeu que arranca esta quinta-feira e decorre até domingo. “Com acionistas de ambos os lados cada vez mais ansiosos pelo acordo, resistências políticas estão a crescer tanto na Europa como na América. Face a este cenário, o resultado das eleições europeias pode revelar-se crucial”, concretiza o nosso correspondente nos Estados Unidos.