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Eleições Egito: Restabelecer da segurança é o principal desafio dos candidatos

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Eleições Egito: Restabelecer da segurança é o principal desafio dos candidatos

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Milhões de egípcios vão ser chamados a votar nas primeiras eleições presidenciais após deposição do chefe de Estado islamita Mohamed Morsi. Para muitos esta é a oportunidade para pôr fim à vaga de violência que afeta o país, sobretudo no último ano.

O líder do exército, Abdel Fatah al Sissi, o responsável pela queda do único chefe de Estado eleito democraticamente no Egito e pela repressão a de todos os apoiantes de Morsi, é o favorito à vitória. Aliás, dificilmente não ganhará as eleições.
O único que lhe faz alguma concorrência é o candidato da esquerda, Hamdeen Sabahi. Mas são poucos os que acreditam num resultado mais positivo.

Mas estas eleições ficam marcadas pela campanha de al-Sissi contra a Irmandade Muçulmana, a organização que apoiava o presidente deposto. Cerca de 2500 pessoas morreram e 16 mil estão detidas. Em março, a Irmandade Muçulmana foi mesmo classificada como organização terrorista. E mesmo tendo a maioria dos membros detida, a organização decidiu boicotar os comícios e continua a exigir o regresso de Morsi e a condenação dos que tomaram o poder.

Hassan Nafaa, é professor de Ciência Política na Universidade do Cairo e considera que a reconciliação de toda a população vai ser o principal desafio do novo presidente: “O Egito tem de se estabelecer como um Estado civil moderno e se a corrente política islâmica quiser fazer parte deste Estado é necessário abri-lhe as portas. Para mim é a melhor opção uma vez que os islamitas não podem ser excluídos da vida política. De qualquer forma é necessário saber o que é na verdade a corrente política islâmica.”

As atuais tensões que ocorrem em todo o país provocaram também ataques contra as forças de segurança. As autoridades dizem que mais de 500 polícias e militares foram mortos desde julho do ano passado e responsabilizam grupos jihadistas: garantem que têm como objetivo vingar a queda de Morsi.

A falta de segurança dos últimos três anos tem sido responsável pelas brutais quebras no setor do turismo, motor fundamental da economia do país. A dívida pública não pára de crescer, o desemprego atinge valores recorde: 13,4% no primeiro quatrimestre deste ano.

Uma instabilidade que afeta o dia a dia dos egípcios: com muita frequência, milhares de escritórios e casas ficam sem eletricidade. Os mais recentes indicadores económicos mostram que a confiança dos consumidores continua em queda apesar das promessas do governo de reformar o setor empresarial para atrair mais investimento estrangeiro.

Os dois principais candidatos comprometem-se em lutar contra a pobreza, estimular a economia e pôr em marcha vários planos para o desenvolvimento de infraestruturas. Mas nenhum dos dois explicou de onde vai sair o dinheiro para o fazer.

02.29 THE END