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Putin e o dinheiro que a Ucrânia lhe deve

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Putin e o dinheiro que a Ucrânia lhe deve

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Todos os anos, vários grupos económicos vêm até São Petersburgo participar no Fórum Internacional. Este ano, o contexto é diferente: muitos optaram pela ausência, como a Citigroup ou a Siemens. E as sanções europeias só contribuem para a recessão que Moscovo enfrenta.

A resposta de Vladimir Putin surgiu, na verdade, uns dias antes, assinando um acordo multimilionário com a China para onde a Rússia vai exportar gás a partir de 2018.

Quanto à Ucrânia, o que esteve em causa foi a dívida: “A Rússia sempre deu valor à defesa de uma reputação de fiabilidade no abastecimento de energia à Europa. Não fomos nós que criámos os obstáculos que existem hoje em dia. Queremos salientar, para que não haja equívocos, que a culpa recai no país por onde circula o fornecimento de gás, a Ucrânia. São eles que estão a abusar desse estatuto.

Como se sabe, o ano passado concedemos-lhes um empréstimo de 3 mil milhões de dólares. Este ano, oferecemos-lhes descontos. Agora a questão é: onde é que está o nosso dinheiro? Em que é que estão a gastar a nossa ajuda? Em números absolutos, já abastecemos a Ucrânia com mais de 10 mil milhões de metros cúbicos de gás. Gratuitamente. É o mesmo volume que fornecemos anualmente à Polónia. Quem é que faria o mesmo, de graça, durante todo este tempo”, questionou o presidente russo.

Outra inquietação, segundo Putin, é a eventual aproximação da Ucrânia à NATO. Um eco das declarações emitidas pouco antes por um responsável militar russo, que falou em “retaliação” contra a NATO, se esta incrementar as atividades junto às suas fronteiras.