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Tailândia: Golpe de Estado impõe recolher obrigatório e EUA desconfia


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Tailândia: Golpe de Estado impõe recolher obrigatório e EUA desconfia

Está em curso na Tailândia o recolher obrigatório entre as 22h e as 05h da manhã. É uma das medidas impostas pelas forças militares, que esta quinta-feira tomaram o poder no país através de um golpe de Estado e que, entre outras decisões como a suspensão da Constituição, estarão também a limitar a liberdade de imprensa no país, o que despertou a desconfiança nos Estados Unidos

O agora regime militar tomou posse após várias reuniões fracassadas com as partes em conflito há meses neste paraíso turístico asiático. Uma solução poderá passar pela nomeação de um governo interino, mas para o qual não parece haver consenso.

Os Estados Unidos são uns confessos aliados da Tailândia, mas estão agora colocados numa posição delicada face à turbulência no país. O secretário de Estado norte-americano defendeu que não havia razões para um golpe de Estado. A partir da Washington, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, garantiu que os norte-americanos estão atentos.

“Em primeiro lugar, estamos a rever o apoio militar e não só que podemos dar ao governo da Tailândia. Demos passos preliminares para suspender as ligações militares e o apoio, enquanto avaliamos os factos no terreno. É um procedimento normal”, afirmou Psaki, admitindo que poderá ser suspensa também a ajuda anual à Tailândia a rondar os 10 milhões de dólares, destinados em parte, por exemplo, à luta antidroga naquele país.

O Pentágono está igualmente a reavaliar a cooperação militar, na qual está planeado um exercício na Tailândia envolvendo cerca de 700 operacionais, entre marinheiros e fuzileiros.

Depois da instauração terça-feira da lei marcial, o golpe de Estado na Tailândia foi confirmado esta quinta-feira através da televisão pelo general Prayuth Chan-ocha, após nova reunião fracassada entre as forças políticas em conflito.

O chefe das forças armadas tailandesas garantiu que as relações internacionais do país não seriam afetadas e que o objetivo da imposição deste regime militar é apenas repor a normalidade num território que há cerca de seis meses vem sendo palco de violentos protestos contra o governo.

Os confrontos gerados, e que têm por base uma luta de poder na Tailândia com quase uma década contra o clã Shinawatra, já provocaram só nos últimos seis meses a morte de 28 pessoas e mais de 700 feridos.

Logo após o decreto de lei marcial, forças militares assumiram posições estratégicas nos principais acessos a Banguecoque e mesmo no centro da capital. Cerca de uma dezena de televisões, umas a favor outras contra o governo em queda, foram proibidas de manter as respetivas emissões. Mesmo com o golpe de estado e um regime militar em funções, os responsáveis no poder fizeram saber que a lei marcial será mantida até que a tranquilidade e a paz sejam repostas na Tailândia.

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