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Tailândia manifesta-se contra o golpe de Estado. Junta militar dissolve o Senado

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Tailândia manifesta-se contra o golpe de Estado. Junta militar dissolve o Senado

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Cerca de duas centenas de tailandeses desafiaram a lei marcial imposta pelos militares e manifestaram-se, este sábado, em Banguecoque, contra o golpe de Estado desta semana, numa altura em que se teme uma purga política na Tailândia.

A polícia interrompeu o protesto e algumas pessoas terão sido detidas, segundo as agências de notícias.

A junta militar dissolveu entretanto o Senado – o único órgão legislativo que continuava a funcionar – e demitiu três altos responsáveis pela segurança que eram figuras próximas do governo.

Yingluck Shinawatra, a primeira-ministra que foi obrigada a demitir-se no início de maio, está agora detida, tal como vários membros do seu governo.

Os militares que protagonizaram o golpe de Estado informaram que os responsáveis políticos que foram presentes à junta militar “poderão ficar detidos até uma semana”.

Segundo um porta-voz do exército “se não forem encontradas ligações ou ligações significativas ao conflito e for possível encontrar um terreno de entendimento” com os detidos “tendo em vista uma solução para a situação no país, seguramente que essas pessoas serão libertadas”.

Yingluck Shinawatra foi detida ao abrigo da lei marcial decretada pelos militares, que permite prender pessoas sem acusação durante precisamente uma semana.

A junta militar não informou quantas pessoas já foram detidas, mas mais de 150 estão proibidas de sair da Tailândia.

O exército voltou a intervir, esta semana, depois de meses de luta de poder entre os Shinawatra, apoiados pela maioria rural do norte do país, e a oposição, formada por uma elite urbana ligada maioritariamente à realeza.