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Final da Liga dos Campeões: Real vence (4-1) Atlético com CR7 a marcar

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Final da Liga dos Campeões: Real vence (4-1) Atlético com CR7 a marcar

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O Real Madrid conquistou em Lisboa “la décima” Taça dos Campeões Europeus. Os “merengues” estiveram a perder diante do Atlético de Madrid e apenas nos descontos, aos 93’, lograram empatar. No prolongamento, o maior poderio físico dos “blancos” veio ao de cima e, no final, foi a equipa de Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe a fazer a festa, derrotando Tiago e companhia, por expressivos 4-1, com o capitão da seleção portuguesa a fechar o marcador de penálti. Quarenta anos depois, os “colchoneros” voltam a cair na final da principal prova de clubes da Europa, a primeira entre duas equipas da mesma cidade.

A história deste jogo, contudo, começou bem antes do apito inicial. Pepe estava em dúvida nos “merengues” devido a um problema no tornozelo e preferiu não arriscar, tal como o turco Arda Turan, nos “colchoneros”. Diego Costa também esteve em dúvida nos “rojiblancos”, mas decidiu arrsicar e pode ter colocado o mundial em risco – tal como no jogo do título há uma semana, o hispano-brasileiro teve de sair, por lesão, logo aos 9’. Cristiano Ronaldo e Fábio Coentrão, nos “blancos”, e Tiago, nos “rojiblancos”, foram os portugueses em campo nesta emocionante final.

Os primeiros minutos de jogo revelaram duas equipas com muito respeito pelo adversário. Adrián Lopez entrou na partida, no lugar de Diego Costa, numa altura em que o Atlético sacudia algum do ligeiro ascendente inicial “blanco”. O primeiro remate do jogo surgiu aos 13’, por Raúl Garcia, e para os “rojiblancos”, mas sem pontaria. Foi um sinal. Os “merengues” andaram mais perto da baliza de Courtois, mas o melhor que conseguiram foi um remate de Bale ao lado, a aproveitar um raro erro de Tiago.

Aos 36’, o marcador funcionou. Para o Atlético. Após um canto, Varane afasta a bola da área, Juanfran recoloca-a na entrada da pequena área, Casillas precipita-se na saída da baliza e o uruguaio Diego Godín, o herói do título no jogo de Barcelona, bateu o alemão Khedira nas alturas, colocando a bola por cima do guarda-redes. Casillas ainda tentou recuperar, mas não evitou que a bola passasse a linha de golo. Estava feito o 0-1.

Posse de bola inconsequente
Tal como ao Barcelona há uma semana, em Camp Nou, de nada servia ao Real Madrid a maior posse de bola ao intervalo. A verdade é que a equipa de Ancelotti não encontrava antídoto para a garra coletiva do Atlético e vivia apenas de alguns fogachos, ora de Bale ora de Di Maria. Muito vigiado, Cristiano Ronaldo praticamente só se mostrava de bola parada. Como aos 53’, com Courtois a afastar para canto um “míssil CR7.”

Ancelotti mexeu na equipa pouco depois. O italiano tirou Coentrão – não muito feliz neste regresso à Luz – e Khedira, apostou em Marcelo e Isco. O Real apertou um pouco mais, rematou um pouco mais, mas o Atlético não adormeceu e continuou a pressionar alto, com Tiago em excelente plano no centro do terreno. Aos 65’, Simeone trocou Raúl Garcia pelo compatriota José Sosa.

O Real continuava a pressionar, mas sem desorientar a defesa “rojiblanca”, que mantinha uma coesão e harmonia impressionantes no controlo dos espaços. Aos 79’, o Real trocou o apagado Benzema por Morata e, pouco depois, o Atlético refrescou a defesa, substituindo Filipe Luis pelo belga Toby Alderweireld.

Até que, já nos descontos, aos 93’, após um canto de Modric – o segundo consecutivo para o Real -, a defesa do Atlético esqueceu-se de Sérgio Ramos, Tiago chegou tarde à compensação e o defesa espanhol dos “blancos” cabeceou sem hipóteses para Courtouis. Foi o sexto golo de Ramos nos últimos oitos jogos, valeu a Ancelotti um profundo suspiro de alívio e ao jogo mais 30 minutos de prolongamento.

Prolongamento “blanco”
Espetáculo extra garantido para os 60976 espetadores que conseguiram bilhete para esta final, a primeira na Liga dos Campeões entre duas equipas da mesma cidade.

No reatamento, tudo como nos últimos 45 minutos: mais Real Madrid e Atlético a tentar aguentar, agora sem conseguir soltar-se para o ataque e com muitos “colchoneros” já a acusar o esforço de uma época desgastante. Sobre o apito para o fim da primeira parte do prolongamento, num novo canto, agora por dia Maria, Varane cabeceia para as mãos de Courtois.

Na segunda parte, de novo mais Real. A determinação da equipa de Ancelotti viria a ser premiada aos 110’, com uma grande jogada de Di Maria pela esquerda. O argentino ex-Benfica, também ele de regresso a um estádio onde também ele já havia sido muito feliz, tentou o remate em “trivela”, Courtois defendeu, mas Bale, oportuno, recarregou de cabeça ao segundo poste e confirmou a “remontada”.

O Atlético não se conseguiu manter agarrado ao sonho de vencer pela primeira vez a Taça dos Campeões Europeus e quebrou. A equipa “colchonera” estava de rastos e pior ficou a três minutos do fim quando Marcelo assinou o 3-1. O jogo não ficaria por aqui. No último minuto, finalmente Ronaldo. O capitão da seleção portuguesa foi derrubado na área do Atlético e ele próprio marcou o castigo maximo. Foi o 17.° golo com marca CR7 na presente edição da Liga dos Campeões: recorde absoluto numa só temporada.

Para o atual melhor jogador do Mundo FIFA, é a segunda Taça dos Campeões depois da de 2008 ganha ao serviço do Manchester United. Segue-se o Mundial com Portugal. Mas antes há ainda que desfrutar da “fiesta blanca” que começou em Lisboa, mas rapidamente se estendeu a Madrid. Uma festa aguardada na Praça Cibeles desde há 12 anos, quando Figo e Zidane celebraram, então, “la nona”. Agora é a vez de Ronaldo e Bale.