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Ascensão dos eurocéticos no Parlamento Europeu

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Ascensão dos eurocéticos no Parlamento Europeu

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As eleições para o Parlamento Europeu marcaram uma ascenção histórica dos partidos opositores da integração europeia, que no seu conjunto conquistaram mais de cem dos 751 assentos do Parlamento Europeu (PE).

A maior surpresa veio do Frente Nacional (FN) francês de Marine Le Pen, que conseguiu 25% dos votos e terá direito a pelo menos 23 dos 74 assentos designados à França.

Embora nem todos estes partidos estejam disponíveis para formar uma aliança, têm em comum a rejeição da União Europeia.

Marine Lepen festejou a vitória:
“Os eleitores não aceitam mais ser dirigidos do estrangeiro, nem submeter-se a leis que não votaram, ou obedecer a comissários que não estão subordinados à legitimidade do sufrágio universal”

European parliament elections

O UKIP britânico não quer alianças com o partido de Marine Le Pen, mas são ambos adversários da União Europeia.

O seu líder, Nigel Farage, não esconde a satisfação, face aos mais de 27% obtidos no escrutínio.
“O meu sonho fez-se realidade. Apesar dos ataques que enfrentámos, como se estivesse o mundo inteiro contra nós, o público britânico manteve a determinação no apoiou ao UKIP, dando-nos a vitória numa eleição nacional. Estou muito contente.”
.
Nem sempre esta ascensão pode ser explicada como uma reação à crise económica. Os extremistas do Partido Popular Dinamarquês conseguiram 26 por cento.
Também aqui, nada de alianças com o Frente Nacional. Os extremistas austríacos são também contra a imigração, mas acusam o Frente Nacional de antisemitismo e homofobia.

A extrema-direita está reforçada no Parlamento Europeu. O Aurora Dourada grego elegeu três eurodeputados.
Mas o Frente Nacional vai dificilmente formar uma aliança eurocética, face aos fracos resultados do PVV holandês e do Vlaams Belang da Bélgica, e à rejeição do UKIP britânico e dos nacionalistas flamengos.