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Eleições Europeias: Maior participação resulta em mais eurocéticos no Parlamento Europeu

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Eleições Europeias: Maior participação resulta em mais eurocéticos no Parlamento Europeu

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Em noite de Eleições Europeias e depois de muito se especular sobre o possível fracasso, em termos de número de votantes, as projeções apontam, em termos globais, para uma votação, ligeiramente, superior à de 2009.

Para o Presidente do grupo do Partido Popular Europeu, que se prevê seja o vencedor desta noite eleitoral, esse é já um avanço:

“Gostaria de dizer-lhes que invertemos a tendência da abstenção. Esta era uma das questões que nos preocupava, em termos de democracia. Obviamente que não é perfeito, não estamos satisfeitos, mas pelo menos é a primeira vez que diminuímos a abstenção”, diz Joseph Daul.

Ainda assim, a taxa de participação prevista, de 43,09%, não favorece os europeístas, principalmente quando os eurocéticos acabaram por ganhar força na votação. Em França, a extrema-direita, a Frente Nacional de Marine Le Pen, é a grande vencedora, segundo as sondagens à boca da urna:

“O nosso povo exige uma única política, a política do povo francês para os franceses, com os franceses. Não quer continuar a ser dirigido a partir do exterior, ser submetido a leis nas quais não tenha votado, nem obedecer a comissários que não estão submetidos à legitimidade do sufrágio universal”, afirmou Marine Le Pen.

Para o líder do Partido da Independência do Reino Unido, também eurocético, o aumento no número de eurocéticos, no seio do Parlamento Europeu, coloca novos desafios não apenas às instituições europeias mas em termos de políticas internas:

“Vai ser eleito um número grande de eurocéticos para o Parlamento Europeu. Se isso vai fazer uma grande diferença na política europeia, esperamos para ver. Mas vai fazer uma grande diferença na política interna. Até agora a integração europeia, quer se gostasse ou não, parecia inevitável. Mas essa inevitabilidade acaba com os resultados desta noite”, adianta Nigel Farage.

Na Eslováquia estima-se que apenas 13% dos eleitores tenha exercido o seu direito de voto. Na Grécia a votação terá sido bastante mais expressiva, 58,2%, e as projeções confirmam a vitória da Coligação da Esquerda Radical.

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