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Papa Francisco concluiu hoje visita à Terra Santa

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Papa Francisco concluiu hoje visita à Terra Santa

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Simbolismo e polémica no última dia da visita do Papa à Terra Santa. O Sumo Pontífice deverá encerrar o périplo hoje com uma missa no Cenáculo de Jerusalém, um dos símbolos das tensões entre cristãos, muçulmanos e judeus.

Numa cerimónia no memorial da Shoa, na presença do presidente israelita Shimon Peres e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Francisco disse esperar que “nunca mais” se repita “uma monstruosidade” como o Holocausto.

Antes de se deslocar ao museu de Yad Vashem e num ato inétido para um líder da Igreja Católica, o Papa Francisco – acompanhado por Peres e Netanyahu – depositou uma coroa de flores no túmulo de Theodore Herzl, fundador do sionismo, apesar dos protestos de ativistas palestinianos.

Durante a visita à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, o Papa desafiou cristãos, muçulmanos e judeus a “trabalharem juntos” pela paz e pela justiça. O sumo pontífice visitou o local, fonte de tensão entre a comunidades islâmica e judaica, acompanhado pelo grã-mufti de Jerusalém, Mohammed Hussein.

O líder da Igreja Católica deslocou-se também ao Muro das Lamentações, onde foi recebido por um dos mais importantes rabinos da cidade e, tal como João Paulo II e Bento XVI no passado, deixou uma mensagem no lugar mais sagrado do judaísmo, um dia depois de ter parado noutro muro, o de separação erguido por Israel na Cisjordânia.

O correspondente da euronews, Luis Carballo, diz que “na visita à Terra Santa, o Papa Francisco orou em dois muros, o da separação em Belém e o das Lamentações em Jerusalém. Dentro de duas semanas, Shimon Peres e Mahmud Abbas farão o gesto no sentido contrário, orando juntos pela paz em Roma”.