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Porque é que o Svoboda não funcionou nas presidenciais ucranianas

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Porque é que o Svoboda não funcionou nas presidenciais ucranianas

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A marcha dos nacionalistas na Ucrânia – era a ameaça de que muitos falavam, durante o turbulento período que antecedeu as eleições presidenciais. Mas o candidato do partido Svoboda, Oleg Tiahnibok, que alguns media russos acusam de instigar o avanço do fascismo, recolheu pouco mais de 1% dos votos.

Um dos membros do seu partido, Ihor Miroshnichenko, declarou não saber “o que é que a imaginação de Putin vai criar a seguir, mas será seguramente algo que ponha os russos contra os ucranianos.”

Ou seja, os receios do nacionalismo ucraniano alimentados por Moscovo parecem não ter tido razão de ser neste escrutínio. Segundo o analista político Yehven Mahda, o desaire de Tiahnibok tem uma explicação muito simples: “A Ucrânia precisa mais de estabilidade do que de reptos radicais. O Svoboda vive num paradigma ideológico e não consegue resultados. Os votos refletem a influência política que o partido tem.”

Numa Kiev onde as marcas da revolução na Praça Maidan ainda estão bem presentes, a falta de representatividade do partido cujo nome significa “Liberdade” é traduzida da seguinte forma: “O Svoboda é um partido valorizado na parte ocidental e no centro do país. Mas não votámos no candidato deles, não porque é criticado por muita gente, mas porque preferimos antes Poroshenko, que é um homem racional e conciliador”, afirmava uma mulher; outra ucraniana realçava que “o candidato do Pravii Sektor afirmou que o objetivo não é chegarem à presidência, mas sim mostrar às pessoas quem eles são e ainda que pretendem defender os interesses da Ucrânia.”

O Pravii Sektor, ou o “Setor da Direita”, é um partido radical que emanou dum movimento paramilitar, liderado por Dmytro Yarosh, que poderá em breve fundir-se com o Svoboda.