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Presidência da Comissão Europeia: o compromisso difícl

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Presidência da Comissão Europeia: o compromisso difícl

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Os primeiros resultados oficiais das eleições europeias, que registaram uma taxa de participação de 43,09 por cento, deram 70 por cento dos 751 lugares no Parlamento Europeu aos partidos pró-europeus.

O Partido Popular Europeu, (PPE) liderado por Jean Claude Juncker, deve ficar com 214 lugares, seguido pelos socialistas (SD) do alemão Martin Schulz, com 189 lugares.

A vitória do Partido Popular Europeu favorece Juncker na corrida à presidência da Comissão Europeia (CE) já que, de acordo com o artigo 17 do Tratado de Lisboa, o Presidente da CE deverá ser eleito tendo em conta o resultado das eleições europeias. Juncker terá todavia de se entender com os Socialistas para construir uma maioria.

O líder dos populares não esqueceu esta condicionante nas suas declarações desta segunda-feira em Bruxelas:
“Estou convencido de que nos próximos dias e semanas teremos de discutir não apenas cargos e nomeações, mas as questões fundamentais – estou pronto para discutir o que é essencial, muito especialmente com o partido Socialista, pois não vejo nenhuma outra maioria fora da chamada ‘grande coligação’.”

Martin Schulz e Jean-Claude Juncker – apoiados, respetivamente, pelos socialistas e pelos populares – são os favoritos, mas não vai ser fácil a obtenção de maioria absoluta por um dos candidatos.

Para conseguir o apoio dos socialistas, Juncker teria de atenuar a sua posição sobre o ritmo do ajustamento nos países em crise e defender uma política de promoção do crescimento e do emprego. A ausência de compromisso, dará à Alemanha a chance de apresentar um candidato que mantenha inalerada a política europeia.

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