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Golpe militar agrava recuo económico da Tailândia

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Golpe militar agrava recuo económico da Tailândia

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Se a situação já era complicada, o golpe militar na Tailândia veio abalar ainda mais o cenário. A instabilidade política dos últimos meses precipitou a economia para um recuo de mais de 2%. As previsões de crescimento caíram para perto do 1%.

Os números traduzem-se no desalento que muitos sentem nas ruas de Banguecoque: um vendedor ambulante declarava não ter grande esperança, porque “também no passado os golpes de Estado nunca funcionaram neste país.”

Apesar de tudo, há um setor que tem grandes expetativas nesta mudança de poder. Ao que tudo indica, as ajudas à agricultura são prioritárias para as autoridades militares, que anunciaram o pagamento das dívidas em atraso aos produtores de arroz. Uma questão de sobrevivência, mas também uma forma de apaziguar os ânimos, porque precisamente muitos desses produtores eram dos mais fervorosos apoiantes do governo deposto.

O turismo representa cerca de 7% do PIB tailandês. O país esperava este ano receber 28 milhões de visitantes. As associações de empresários pedem aos militares que, pelo menos, encurtem o período de recolher obrigatório em zonas emblemáticas como Phuket ou Koh Samui.