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Egito: fraca afluência às urnas no terceiro dia das presidenciais

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Egito: fraca afluência às urnas no terceiro dia das presidenciais

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É o tudo por tudo para contrariar uma elevada taxa de abstenção. A comissão eleitoral do Egito decidiu prolongar por mais um dia as eleições presidenciais, mas a manhã ficou marcada por uma fraca afluência às urnas.

Nos últimos dois dias, muitos eleitores foram pressionados a exercer o direito de voto. Outros queriam tê-lo feito, mas foram impedidos.

“Inicialmente, o meu marido proibiu-me de votar. Fiquei muito contente por saber que tinham prolongado o processo eleitoral porque, esta quarta-feira, consegui finalmente exercer o meu direito de voto” refere a eleitora Aziza Anwar.

Muitos eleitores decidiram, no entanto, ficar em casa já que a vitória de Abdel Fattah al-Sisi é dada como certa.

No estrangeiro, e de acordo com os dados oficiais, o ex-chefe das Forças Armadas terá recolhido perto de 300 mil votos, enquanto Hamdeen Sabahi – o único adversário político de al-Sissi – não terá ultrapassado os 17 mil.

O candidato de esquerda já denunciou várias irregularidades nesta votação. Nada que surpreenda os apoiantes de Mohamed Morsi – o único presidente eleito democraticamente no Egito após a queda de Hosni Mubarack – que acabou por deposto por Al-Sissi à pouco mais de um ano.