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UE não fecha portas a investimento russo

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UE não fecha portas a investimento russo

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A Comissão Europeia não fecha portas ao investimento russo no setor da energia.

Com a situação da Ucrânia a provocar tensões entre o Ocidente e a Rússia, Washington e Bruxelas impuseram sanções económicas a Moscovo.

30 por cento do gás consumido no Velho Continente tem origem na Federação Russa e face a esta dependência, os líderes europeus preferem, neste momento, não agudizar as penalizações à Rússia.

“Basicamente, damos as boas vindas a qualquer investidor quer seja de fora ou da União Europeia que invista em infraestruturas, de modo a garantir a segurança energética aos nossos cidadãos europeus. Mas, no território da União Europeia, têm de respeitar, integralmente, o nosso mercado único e a lei da concorrência”, garante o comissário europeu para a energia, Günther Oettinger.

Os laços económicos entre União Europeia e Rússia são muitos e fortes. Um exemplo, é a petrolífera britânica BP, segundo maior acionista da petrolífera russa Rosneft.

A UE representa, segundo Bruxelas, 75 por cento de todo o investimento estrangeiro na Rússia. No último Fórum Internacional Económico de São Petersburgo e apesar das sanções europeias, empresas como a Total ou a BP assinaram acordos milionários com grupos russos para exploração de petróleo de xisto na Rússia.

A Rússia é um dos três maiores produtores de petróleo no mundo, produzindo mais de 10 milhões de barris por dia, um pouco menos do que os Estados Unidos e a Arábia Saudita, que lidera a lista com cerca 12 milhões de barris diários.