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Oficina de Florença restaura têxteis antigos

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Oficina de Florença restaura têxteis antigos

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A oficina criada pela família Médici, no século XVI, em Florença, é uma das mais antigas instituições de restauro de arte e continua no ativo.

Após três anos de investigação, o departamento de têxteis da oficina restaurou várias antiguidades. As obras encontram-se agora expostas ao público. A mostra chama-se “Dos faraós do Egito aos Samurais do Japão”.

“Os têxteis são objetos de uso diário. Por isso, ao longo dos anos, durante a vida da pessoa que os usou, esses objetos são submetidos a processos complexos. São obras de arte que foram usadas. Por isso, um vestido terá sinais de degradação que outro tipo de obras de arte não tem. Tudo depende da forma como a pessoa o usou no seu corpo”, explicou Elisa Bracaloni, uma das técnicas de restauro do instituto italiano.

A limpeza de tecidos antigos exige concentração e delicadeza. Cada peça de roupa representa um novo desafio. Hoje em dia, a recuperação é feita com o uso de tecnologias como o raio-X e o scanner.

“A ideia desta exposição é dar a oportunidade às pessoas interessadas de verem toda a variedade das nossas coleções e de conhecerem o trabalho de um laboratório de restauro de têxteis”, afirmou Licia Triolo, técnica de restauro.

Um véu de Siena do século XIII e um par de sapatos do século XIV usados por um bispo são alguns dos destaques da exposição. O público pode ainda contemplar sandálias egípcias do século XV e uma grande variedade de têxteis japoneses.

A mostra pode ser visitada na cidade italiana de Florença até 13 de setembro.