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UE diz que eleições egípcias foram desequilibradas

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UE diz que eleições egípcias foram desequilibradas

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As presidenciais que resultaram na vitória esmagadora do ex-chefe do Exército do Egito foram democráticas, mas desequilibradas. É a análise feita pela missão de observadores da União Europeia, que denunciou a restrição de liberdade e direitos e frisou que Abdel Fatah al-Sisi monopolizou todos os recursos e instituições.

Os observadores criticaram também o prolongamento do voto por um terceiro dia para tentar aumentar a afluência.

O chefe da delegação do Parlamento Europeu, Robert Goebbels, disse que não observou “qualquer influência real do Exército no processo de voto, mas essa influência existiu antes, nos acontecimentos que levaram ao afastamento do [anterior presidente Mohamed] Morsi”.

Segundo os resultados provisórios avançados pelos meios oficiais egípcios, al-Sisi conquistou 96 por cento dos votos. Mas a taxa de participação – da ordem dos 47 por cento – ficou muito abaixo do esperado pelo novo homem forte do Egito, que pedia uma afluência maciça para legitimar o poder.