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Rússia intensifica luta contra o tabagismo

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Rússia intensifica luta contra o tabagismo

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No Dia Mundial Sem Tabaco, e quando há quem defenda o aumento dos impostos sobre este produto, a Rússia prossegue a luta contra um problema que atinge, segundo estimativas, um terço dos russos, cerca de 44 milhões de pessoas.

Este fim de semana deixa de ser possível fumar em bares, restaurantes, hotéis, comboios e outros meios de transporte:

“Sim, esta lei é necessária, precisamos reduzir o tabagismo, precisamos lutar pela saúde das pessoas, mas o que vamos fazer com aquelas que não conseguem lutar por si próprias? Temos de pensar em algo diferente para elas”, diz Vadim Rokhlin, o dono de um restaurante.

Desde junho do ano passado, que era já proibido fumar nos locais de trabalho, entradas dos edifícios de apartamentos, parques infantis, praias, entre outros locais. Uma decisão que não agrada a todos:

“Entendemos que esta lei não é contra o tabaco. Estas medidas não são contra os fabricantes de tabaco. É uma lei contra os fumadores. Contra pessoas, contribuintes, que ganharam o seu dinheiro, pagam os seus impostos, vão às compras, querem fumar e dizem-lhes que não podem fazê-lo, absolutamente”, afirma Andrey Loskutov, de um movimento de defesa dos direitos dos fumadores.

A Rússia é um dos países onde se começa a fumar mais cedo, entre os 10 e os 12 anos.

Neste país, 400 mil pessoas morrem, todos os anos, de uma doença relacionada com o tabagismo.