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Governo de unidade nacional palestiniano: Rejeição de Israel e dúvidas dos EUA

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Governo de unidade nacional palestiniano: Rejeição de Israel e dúvidas dos EUA

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O Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, anunciou esta segunda-feira “o fim da divisão” entre palestinianos, após a posse do novo governo de unidade nacional.

O novo executivo, liderado por Rami Hamdallah, surge na sequência do acordo de reconciliação concluído no final de abril. É composto por independentes e integra 17 ministros, dos quais cinco de Gaza.

A OLP, dominada pela Fatah, e o Hamas terminam a divisão política, existente desde 2007, entre a Cisjordânia, cujas zonas autónomas são administradas pela Autoridade Palestiniana, e a Faixa de Gaza sob bloqueio israelita.

O Governo de Israel condenou a formação do novo Governo palestiniano e ameaçou adotar medidas de retaliação.

“O presidente Abbas deu um passo atrás no que respeita à paz. Abriu os braços a uma organização terrorista impiedosa, diretamente responsável pelo assassínio de centenas de civis inocentes e a um grupo que clama pela destruição do meu país”, afirmou Mark Regev, porta-voz do Primeiro-ministro israelita.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, telefonou a Mahmud Abbas, e transmitiu-lhe a sua preocupação relativamente ao Hamas.

“Avaliaremos este governo pelos seus atos. Pelo que sabemos atualmente, iremos trabalhar com este governo, mas iremos estar atentos à observação dos princípios reiterados pelo Presidente Abbas”, disse a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki.

A cerimónia da tomada de posse decorreu na Mouqataa, a sede da presidência palestiniana em Ramallah, na Cisjordânia.