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Paris e Bruxelas querem reforço de controlo de redes jihadistas após ataque em Museu Judaico

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Paris e Bruxelas querem reforço de controlo de redes jihadistas após ataque em Museu Judaico

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Detido o suspeito da matança no Museu Judaico de Bruxelas, França e Bélgica apelam ao reforço da cooperação europeia no combate às redes jihadistas.

Segundo as autoridades francesas, Mehdi Nemmouche foi várias vezes condenado por roubos com violência. Durante a última estadia na prisão ter-se-á radicalizado antes de passar um ano na Síria, a combater junto com grupos extremistas, e terá regressado à Europa no início deste ano.

Numa conferência de imprensa em Paris, a ministra belga do Interior, Joëlle Milquet, disse que “se a investigação confirmar os elementos de que dispomos, tratar-se-á do primeiro ataque por parte de uma pessoa que esteve na Síria. É obviamente preocupante e exige uma abordagem transversal, primeiro que tudo em termos de prevenção”.

O homólogo francês, Bernard Cazeneuve, explicou que o encontro previsto para quarta-feira entre ministros europeus e da Jordânia, Tunísia, Marrocos e Turquia deverá abordar “medidas para melhorar o fluxo de informação entre os serviços secretos e a identificação e vigilância de redes terroristas em todas as partes da União Europeia, bem como nas suas fronteiras, em estações de comboio e aeroportos”.

Capturado na sexta-feira na cidade francesa de Marselha na posse de duas armas semelhantes às usadas em Bruxelas e de um vídeo incriminatório, Nemmouche é acusado do assassinato de um casal israelita e de uma voluntária francesa e da tentativa de assassinato de um funcionário belga, que se encontra hospitalizado “entre a vida e a morte”.