Última hora

Última hora

Um novo olhar sobre a história do Irão

Em leitura:

Um novo olhar sobre a história do Irão

Tamanho do texto Aa Aa

Uma exposição em Paris propõe um novo olhar sobre a história contemporânea do Irão.

O objetivo da mostra intitulada “História não editada” é dar ao público a oportunidade de criar a sua própria visão sobre os eventos que marcaram a sociedade iraniana dos anos 60 anos nossos dias.

Uma parte das obras provém dos arquivos do Festival das artes de Shiraz-Persépolis que se desenrolou entre 1967 e 1978, com o apoio do Xá.

“O Festival era um espaço de liberdade no Irão nessa altura e era um evento contestado. Podemos dizer que a música tirou partido do festival. Houve estreias de filmes. Na área do teatro, criou-se uma plataforma para o teatro contemporâneo iraniano. É apenas um resumo das coisas que herdámos do festival”, explicou Vali Mahlouji, comissário da exposição.

O período revolucionário e a guerra, entre 1979 e 1988 é outro dos temas presentes na exposição.
Dois eventos que merecem várias interpretações por parte dos artistas.

“Na maioria das vezes, a guerra e revolução são interpretadas a partir de um anglo morto. Nós mostramos qu apesar da violência e dos problemas, era importante ter vários pontos de vista e poder mudar a nossa visão a partir dos pontos de vista dos artistas de arte contemporânea iranianos”, disse Morad Montazemi, um dos elementos da organização.

A parte dedicada à guerra inclui um documentário e fotografias sobre os ataques químicos levados a cabo por Sadam Hussein.
Dezenas de milhares de iranianos e curdos do Iraque perderam a vida nas cidades de Halabja e Sardasht.

A terceira parte da exposição retrata o período pós-guerra. Uma instalação de Narmin Sadeghi inspira-se na lenda da conferência dos pássaros de Attar. Um mito persa que relata a viagem de milhares de pássaros em busca de um líder ideal. Poucos sobrevivem à viagem. Os 30 que chegam ao destino encontram a resposta: a sua própria imagem refletida nas águas do lago.

A exposição pode ser visitada no Museu de Arte Contemporânea de Paris até 24 de agosto.