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Dia D: "Há uma atitude de indiferença face à liberdade

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Dia D: "Há uma atitude de indiferença face à liberdade

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A cidade de Portsmouth, no sul de Inglaterra, tem um museu dedicado às operações de desembarque na Normandia, durante a segunda guerra mundial.

O evento é conhecido como “Dia D”, que é também o nome do museu inglês.

O historiador Andrew Whitmarsh afirma que a cidade de Portsmouth não foi escolhida ao acaso.

“A preparação para o dia D decorreu em toda a costa sul do Reino Unido e noutros sítios. Mas houve muitas coisas que se passaram localmente. Muitas das tropas envolvidas no desembarque reuniram-se nesta área e embarcaram em navios e descolaram em aviões a partir daqui. Os comandantes dos aliados reuniram-se em Southwick, algumas milhas a norte de Portsmouth, poucos dias antes do Dia D. Eles observavam o estado de tempo e tomavam decisões sobre o dia certo para lançar a operação.”, explicou o historiador Andrew Whitmarsh.

O museu destaca várias aspetos do desembarque, entre eles o papel desempenhado pelas mulheres durante a guerra. O trabalho fabril e outras atividades produtivas foram fundamentais para o sucesso da operação militar.

Frank Rosier participou no desembarque a 6 de junho de 1944.
Aos 88 anos vem frequentemente ao museu para partilhar as suas memórias com as gerações mais jovens para que o passado não se repita.

“Há uma atitude de indiferença em relação à liberdade. No nosso país não estivemos sobre jugo exterior desde Guilherme de Inglaterra em 1066 e às vezes pensamos que isso cai do céu. É algo difícil de definir. Não tem cheiro, nem sabor mas se alguém nos tira a liberdade sentimo-lo imediatamente”, sublinhou o veterano de guerra.

Além da exposição permanente, este verão, o museu organiza um conjunto de atividades e homenagens em torno daquela que é considerada a maior invasão da história militar moderna.