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Estados Unidos: Obama criticado pela libertação de cinco talibãs

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Estados Unidos: Obama criticado pela libertação de cinco talibãs

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Com a libertação de cinco talibãs, prisioneiros em Guantánamo, em troca do sargento americano, Bowe Bergdahl, Barack Obama dá mais um passo com vista ao encerramento da polémica prisão, mas atira contra si uma chuva de críticas.

A contestação surge sobretudo do lado republicano. O congressista Mac Thornberry, do Texas, acusa:

“O presidente violou um princípio legal ao não ter informado previamente o congresso. Ainda que se argumente que foi uma emergência e que tinha que agir rapidamente, este desrespeito pela lei é perigoso para a segurança nacional”.

Alguns analistas consideram também que a libertação dos prisioneiros é um risco acrescido para os Estados Unidos.

Os cinco afegãos libertados, que já chegaram ao Qatar, eram, segundo fontes talibãs, altos responsáveis do regime talibã antes da invasão americana do Afeganistão e estavam em Guantánamo desde a abertura da prisão.

A Casa Branca justifica-se:
“O secretário da Defesa chegou à conclusão que os riscos são mitigados depois de recebermos a garantia das autoridades qataris de que estes cinco detidos não representam uma ameaça significativa para os Estados Unidos”.

Bowe Bergdahl, de 28 anos, que está agora num hospital militar na Alemanha, foi libertado no sábado, no leste do Afeganistão e entregue às forças especiais norte-americanas. Tinha sido capturado em 2009, dois meses depois de ter chegado ao Afeganistão.