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Refugiados sírios troçam das eleições

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Refugiados sírios troçam das eleições

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Se em Damasco o sentimento dominante parece ser a favor do presidente Bashar el-Assad, o mesmo não acontece nos campos de refugiados no Líbano, onde vivem pessoas que fugiram da guerra civil.

Alguns atravessaram a fronteira para poderem votar, outros dizem que não vale a pena, já que estas são umas eleições cujo resultado é conhecido à partida: “Estas eleições são honestas, porque ninguém precisa de ameaçar ninguém. Vemos as pessoas votar e ninguém precisa de as ameaçar com armas. Isto porque toda a gente, dentro e fora da Síria, sabe o que lhes acontece se não forem votar”, diz Ahmed Naser, de Quasair.

Também na Jordânia vivem muitos dos refugiados que deixaram a Síria, devastada pela guerra. Aqui também, como seria de esperar, Bashar el-Assad não é uma figura popular: “Bashar el-Assad está a rir-se de nós. Estas eleições estão a ser supervisionadas por russos e iranianos que estão envolvidos no massacre do povo sírio, é por causa deles que fomos deslocados. Ninguém aqui quer votar nestas eleições”, diz Mohammad Theib, refugiado de Deraa.

Neste campo, em vez de se depositarem votos nas urnas, os refugiados encontraram uma maneira original de simular o voto: O contentor do lixo passou a ser a urna. e os sapatos passaram a ser os boletins de voto. Para eles, é uma forma tão séria como a outra de fazer eleições.