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A expectativa ucraniana

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A expectativa ucraniana

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A convite da Polónia o presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, deslocou-se a Varsóvia para participar nas comemorações dos 25 anos das primeiras eleições livres realizadas naquele país.

Na capital polaca, Poroshenko encontrou-se com vários líderes políticos entre os quais, o Presidente norte -americano, Barack Obama.

“Houve muito diálogo e ficou o registo forte de que a Ucrânia tem aliados firmes na União Europeia, nos Estados Unidos, no Canadá e no mundo que foram claros no apoio à posição Ucraniana para a resolução do conflito no leste do país” disse Poroshenko.

Barack Obama assegurou o compromisso a longo prazo dos Estados Unidos com o futuro da Ucrânia e afirmou que Washington “jamais aceitará a ocupação russa da Crimeia, nem as violações da soberania da Ucrânia”.

“Uma das grandes expectativas deste encontro em Varsóvia era conseguir do ocidente fortes garantias de segurança. Mas, se a iniciativa de Obama vai ou não dar essas garantias, é a questão”, sublinhou Angelina Kariakina, da Euronews, em Kiev.

O responsável de um jornal ucraniano editado em inglês, também se interroga sobre a amplitude da ajuda norte-americana.

“Obama tem sido bastante criticado por não ser forte, não apenas aqui como na Síria, no Médio Oriente e em outros lugares. Parece que sentiu que a opinião pública americana não está interessada numa nova aventura militar. Na minha opinião é uma leitura errada do que pode ser feito. Os Estados Unidos podiam fazer muito mais”, afirmou Brian Bonner, do Kyivpost.

Petro Poroshenko terá no entanto de, o mais breve possível, explicar detalhadamente aos ucranianos e à comunidade internacional, os seus planos para a pacificação do país.