Última hora

Última hora

G7 tenta equilíbrio entre pressionar Rússia e proteger a economia

Em leitura:

G7 tenta equilíbrio entre pressionar Rússia e proteger a economia

Tamanho do texto Aa Aa

É do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, que se esperam algumas das palavras mais duras contra a Rússia durante a cimeira do G7, em Bruxelas, que começou esta quarta-feira.

Pouco antes de chegar à capital belga, Obama renovou o compromisso em apoiar a Ucrânia num encontro com o recém-eleito Presidente, Petro Poroshenko, em Varsóvia.

Obama tem a seu lado os líderes dos outros países mais industrializados: Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Japão, que por unanimidade suspendaram a Rússia do clube depois da anexação da região ucraniana da Crimeia.

Além de apoio político e financeiro à Ucrânia, os líderes do G7 vão discutir a eventual ampliação das sanções já decretadas; caso a Rússia não pare de ajudar as forças separatistas e recuse um diálogo com o novo regime de Kiev.

Mas a cimeira, que só termina depois do almoço de quinta-feira, terá de ponderar os impactos da interdependência comercial e energética destes países com a Rússia, também um gigante económico.

O correspondente da euronews em Bruxelas, James Franey, realça que “apesar de toda a conversa sobre isolar o governo de Moscovo, a verdade é que o Presidente Putin tem um agenda recheada de encontros políticos nos próximos dias, nomeadamente com três membros europeus do G7: o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente da França, François Hollande. Algumas vozes poderão dizer que expulsar a Rússia do clube do G8 nada mais foi do que um gesto simbólico”.