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Líbia: Funcionário suíço da Cruz Vermelha assassinado

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Líbia: Funcionário suíço da Cruz Vermelha assassinado

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A Líbia foi alvo esta quarta-feira de vários ataques terroristas que fizeram pelo menos quatro mortos. Num deles, na cidade costeira de Sirte, morreu um cidadão suíço, de 42 anos, que ali estava ao serviço da Cruz Vermelha Internacional.

Michael Greub, que já havia trabalhado em missões no Iraque ou no Sudão, era o responsável pela subdelegação da Cruz Vermelha na cidade de Misrata e tinha estado num encontro com outros dois colegas de trabalho num edifício do organismo, em Sirte. À saída, o veículo em que seguiam os três foi atacado por homens armados.

A Cruz Vermelha Internacional confirmou a morte e um porta-voz da organização sediada na Suíça revelou que “eles seguiam num carro descaracterizado, sem o emblema da cruz vermelha”. “A decisão de retirar o emblema foi tomada porque houve um problema de interpretação do símbolo da Cruz Vermelha por alguns setores da sociedade líbia”, esclareceu Wolde-Gabriel Saugeron, em Genebra.

Michael Greub foi alvejado no peito e na cabeça, ainda chegou com vida ao hospital local, onde viria a morrer. Os dois colegas escaparam ilesos do ataque, mas ficaram em estado de choque.

Em Trípoli, na capital, o alvo foi o escritório do primeiro-ministro Ahmed Maiteeq. Um grupo de homens armados disparou uma granada que atingiu uma cozinha no mesmo andar do escritório do governante, que não estava no local. Não há registo de vítimas neste ataque.

Em Benghazi, por fim, um ataque suicida atingiu o quartel de Khalifa Haftar, o general dissidente que trabalhou sob as ordens de Kadafi e que tem vindo a liderar nas últimas semanas uma ofensiva contra grupos islamitas no leste da Líbia. Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas neste ataque à casa de Khalifa Haftar. O general escapou.