Última hora

Última hora

Recordar o Dia D, a cores

Em leitura:

Recordar o Dia D, a cores

Tamanho do texto Aa Aa

Quando a 6 de junho de 1944 o navio HMS Belfast disparou para sinalizar desembarque aliado na Normandia, o jovem realizador de Hollywood, George Stevens, estava a bordo.

Stevens tinha por missão captar imagens da operação para os arquivos do exército norte-americano. Mas uma outra parte das filmagens ficou perdida durante décadas até que um dia, o filho, enquanto preparava um documentário, descobriu imagens em 16 mm filmadas pelo pai:

“Tive a sensação de ser a primeira pessoa que não esteve lá (no desembarque) a ver este dia a cores. Estava a ver o filme, com todos estes homens envergando coletes à prova de bala, antecipando o dia, quando, de uma esquina do barco surge este homem com um colete e um capacete. Aproxima-se da câmara e vejo que é o meu pai aos 37 anos. Foi emocionante”, refere Stevens Jr.

Em 1994, há 20 anos, George Stevens Jr. lançou um documentário “D-Day to Berlin”, realizado com as imagens do desembarque filmadas pelo pai, mas que também acompanha o avanço das tropas aliadas pelas aldeias francesas em ruínas, a libertação de Paris ou ainda do campo de concentração de Dachau, próximo de Munique.

“Na altura, pensámos que estas eram as únicas imagens a cores que existiam da guerra na Europa. Mais tarde, foram descobertos alguns filmes alemães. No entanto este é o maior repertório a cores de uma guerra a preto e branco. Era assim que víamos e ainda vemos a II Guerra Mundial. E vê-la assim de repente, a cores, deu-lhe uma dimensão completamente diferente”, explica Stevens Jr.

“George Stevens: D- Day to Berlin” ganhou três prémios “Emmy” em 1994.