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Síria: regime reclama grande afluência em presidenciais classificadas de "vergonha" pelos EUA

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Síria: regime reclama grande afluência em presidenciais classificadas de "vergonha" pelos EUA

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Os resultados das eleições presidenciais na Síria serão anunciados na quinta-feira, segundo uma fonte próxima do regime, mas ninguém duvida da vitória incontestável de Bashar al-Assad.

O chefe de Estado votou sorridente na capital, alheio ao conflito que destrói há três anos o país, bem como os dois supostos “rivais” tolerados por Damasco.

Os Estados Unidos dizem que o escrutínio desta terça-feira, organizado nas partes do território sírio controladas pelo regime, foi uma “vergonha” sem qualquer credibilidade. A oposição síria no exílio denuncia uma “farsa”.

Como seria de esperar, ainda antes do fecho das urnas Damasco reclamava já uma afluência “maciça”.

A rebelião divulgou através da internet um vídeo supostamente gravado na cidade de Idlib, onde terá sido organizada uma eleição fictícia, na qual os opositores usaram sapatos para votar o afastamento de al-Assad.

Na maioria do país, propagou-se ontem a violência que já reclamou mais de 162.000 vidas e fez nove milhões de deslocados nos três anos de guerra civil.

O regime só controla efetivamente 40 por cento do território, bastando afastar-se do centro para a periferia de Damasco para passar esta terça-feira das assembleias de voto ao som das armas.